
Ao intervir no final das Jornadas Cidadãs, promovidas pelo movimento, José Augusto Ferreira da Silva criticou “a mediocridade na alternância”, entre PSD e PS, que “tem governado Coimbra” desde 1976.
“É a isso que vamos pôr cobro”, disse, querendo demarcar o movimento que representa, os seus candidatos e ideias das práticas dos autarcas da cidade “que não tem revelado qualidade”.
Para o candidato dos Cidadãos por Coimbra, o programa eleitoral do movimento “começa hoje a ser construído” e resultará “do trabalho profícuo” que cabe aos seus membros realizar nos próximos meses, além da recolha de 4.000 assinaturas para a sua legalização, a par da elaboração das listas.
O advogado, que se tem assumido como independente de esquerda, disse que aceitou protagonizar este projeto “com total convicção das responsabilidades”.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, José Augusto Silva, de 58 anos, foi presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados, entre 1999 e 2004.
Nasceu há 58 anos, no concelho de Paredes, distrito do Porto, e reside há 40 em Coimbra.
Atualmente, é presidente da direção da República do Direito – Associação Jurídica de Coimbra, da qual foi também um dos fundadores.
“Estou aqui por mim, não como sucessor de quem quer que seja, nem para aceder a lugares”, fazendo desta candidatura “um trampolim”, disse.
Ressalvando que “o protagonista desta candidatura é o movimento Cidadãos por Coimbra”, assegurou que fará “tudo para propiciar a criação de emprego” na cidade e para combater a corrupção no poder local.
“Coimbra precisa de uma economia para as muitas qualificações que produz”, defendeu, por seu turno, José Reis.
Na Jornadas Cidadãs, realizadas no Conservatório de Música de Coimbra, o movimento debateu as bases programáticas da candidatura.
“A vida que existe em Coimbra vale muito mais do que a representação e as lideranças políticas”, disse José Reis, de 58 anos.
Diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o docente foi presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro, antes de integrar o segundo Governo de António Guterres, como secretário de Estado do Ensino Superior.
O movimento reúne pessoas de diferentes sensibilidades políticas e tem entre os seus promotores militantes do PS e do Bloco de Esquerda, além de independentes.
Liderada há 12 anos pela coligação de direita PSD/CDS/PPM, a Câmara de Coimbra é atualmente presidida pelo social-democrata João Paulo Barbosa de Melo, em substituição de Carlos Encarnação, que renunciou ao cargo um ano após a eleição.
Barbosa de Melo (PSD), Manuel Machado (PS), que chefiou a Câmara de 1989 a 2001, Luís Providência (CDS), vereador da coligação no poder, e Francisco Queirós (CDU), atual vereador com o pelouro da Habitação, são os outros candidatos conhecidos à liderança da autarquia de Coimbra.