Há casos reais que mais parecem ficção. Em
1996 foi constituída a empresa Metro Mondego, tendo como missão criar um
sistema integrado de transporte de metro que incluiria os concelhos de
Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, “optimizando a utilização dos
recursos públicos”. A promessa era criar “um modo ecológico, moderno,
confortável e seguro com uma adequada oferta de serviço” tendo em vista a
promoção da mobilidade da população. Entretanto passaram 14 anos. Entre
concursos e mais concursos para a definição do traçado (sendo que o
primeiro tardou longos anos), entre indefinições sobre “por onde
começar”, entre a conjugação dos diferentes interesses em jogo, é já
difícil detalhar toda a história do processo. Os cidadãos destes
municípios sabem-no, viveram todos os episódios. Foi sempre considerada
uma obra prioritária, mas a prioridade não foi suficiente para que
houvesse avanços significativos em todos estes anos. Recentemente,
alguma coisa começou a mexer: destruiu-se a linha de caminho de ferro
Lousã-Coimbra. Ia finalmente avançar! Ia, até que o Plano de
Estabilidade e Crescimento de Sócrates e Passos Coelho impôs que se
cortasse aqui. Deixou de interessar que tivessem passado 14 anos e que
se tenha criado uma estrutura, alimentada pelo dinheiro dos
contribuintes, para que o projecto avançasse.
27 a 29 de Agosto em Braga, Escola Secundária Sá de Miranda (entrada livre)
PROGRAMA SOCIALISMO 2010 Programa em pdf com informações úteis aqui.
LOCALIZAÇÃO: O mapa da Escola está aqui
Rua Dr. Domingos Soares, Braga
ALOJAMENTO GRATUITO: Será disponibilizado alojamento gratuito no ginásio da escola. Inscrições para
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
. TRANSPORTE DIRECTO: Os autocarros serão organizados a partir das capitais de distrito em função das inscrições mínimas necessárias.
ALIMENTAÇÃO: Haverá refeições omnívoras e vegetarianas dias 27(jantar), 28 (almoço e jantar) e 29 (almoço).
INSCRIÇÕES: A ficha de inscrição deverá ser preenchida com os seguintes dados e enviada para o seguinte e-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
Os trabalhadores da empresa de Confecções Samla, em
Midões, concelho de Tábua, cujo processo de insolvência deu entrada em Maio
passado em tribunal, deslocaram-se na passada semana ao Governo Civil de
Coimbra para dar conta de actos de vandalismo de que a empresa foi alvo.
Esta situação, que foi denunciada pelos trabalhadores
- que nas últimas semanas se têm concentrado à porta da empresa, em protesto -
contraria as informações dadas pela administração da empresa aos trabalhadores,
que garantia há dias que todo o material da unidade fabril se encontrava
intacto, assim como as próprias instalações.
No início de Julho estava a ler um jornal diário e lá
vinha a notícia: em pouco mais de uma semana três mulheres tinham
morrido por crime de violência doméstica. Uma tinha pouco mais de 30
anos, as outras duas estavam na casa dos 40. Em 2009, foram 29 mulheres.
Desde que começou este ano, a conta já vai em 23. Pelo menos três
mulheres morrem em cada mês que passa. A média pode estar a acelerar.
Com efeito, a média mensal passou, este mês, a esgotar-se numa só
semana. E não, não é do calor. Como não é de estatísticas que estamos a
falar.
Artigo de José Manuel Pureza, Deputado eleito pelo Distrito de
Coimbra
Cinco
antigos administradores do BCP usaram 17 offshores das Ilhas Caimão
para violar a lei e condicionar a seu favor a cotação das acções do
banco. Quando o mercado caiu aos trambolhões, originaram um prejuízo de
600 milhões de euros ao banco, que esconderam das autoridades
reguladoras. E, com isto tudo, no fim ainda receberam 24 milhões de
euros de prémios pela sua gestão.
Há cerca de um ano atrás, uma equipa de
sociólogos, coordenada por Manuel Villaverde Cabral, apresentou um
estudo sobre os portugueses e o Sistema Nacional de Saúde (SNS). Ele
mostrava que o número de cidadãos a recorrer aos serviços públicos
continuava a aumentar, independentemente do crescimento de unidades de
medicina privada. Ao mesmo tempo, era nítida a queda do número de
pessoas sem médico de família, inferior a 10%.