O Bloco de Esquerda (BE) esteve presente na sessão da Assembleia
Municipal de Soure que se realizou sexta-feira, 26 de Fevereiro. O
deputado David Carraca questionou o executivo sobre vários assuntos.
O executivo pretende privatizar a água e o saneamento básico no nosso
concelho justificando-se com um estudo encomendado à Faculdade de
Engenharia do Porto. O BE disponibiliza o estudo para download ou
consulta aqui na página de internet. Para a Câmara, o que
está agora está em fase de criação é uma empresa municipal e que no
máximo irá receber capitais privados minoritários, mas sem nunca deixar
de ter maioria de capitais públicos.
O BE não concorda com a entrega do mais rico recurso do nosso
concelho para as mãos de empresas privadas. A água é um património que
deve ser gerido pela população e não por empresas privadas cujo único
objectivo é a obtenção de lucros. Ler mais no Blog BE/Soure.
José Manuel Pureza participará numa sessão do BE/Coimbra intitulada
"O deputado presta contas" na Lousã. Esta terá lugar, na próxima 6ª feira,
dia 19 de Março, pelas 21:30, na Biblioteca Municipal da Lousã.
Chegou
ao conhecimento do Bloco de Esquerda a situação da
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
(FCTUC), no que respeita à falta de tempo que os estudantes têm
para almoçar, obrigando a que muitas vezes faltem às aulas para o
poder fazer. Fomos também alertados para a insuficiência de meios e
recursos humanos nas cantinas sociais do Pólo II da Universidade de
Coimbra, o que faz com que a resposta aos quase quatro mil estudantes
que as procuram seja deficitária.
Neste sentido, o Bloco de Esquerda
questiona o Governo, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e
Ensino Superior, sobre se está o referido Ministério ao corrente da
situação das cantinas sociais da Universidade de Coimbra? Como
pretende o Ministério proceder para encontrar uma solução que
permita que todos os estudantes da FCTUC que queiram almoçar na
cantina possam fazê-lo sem prejuízo de assistirem às primeiras
aulas da tarde? Está
o Ministério disponível para interceder junto da Direcção da
FCTUC de modo a haver alterações ao nível do mapa dos horários,
para que os estudantes não tenham que esperar até ao inicio do
próximo ano lectivo para verem esta situação resolvida? Veja aqui as perguntas ao Governo.
Alguns
figueirenses manifestaram, junto do Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda, o receio de poder estar em preparação uma alteração de
horário no Centro de Saúde Figueira da Foz/Buarcos e respectivas
extensões, implicando a redução do período de funcionamento. Neste
sentido, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério
da Saúde, sobre se estão previstas
alterações ao horário de funcionamento do Centro de Saúde
Figueira da Foz/Buarcos ou das respectivas extensões? Em caso
afirmativo, quais as razões que justificam essa alteração? Estão
previstas outras alterações à forma como funcionam e estão
organizados actualmente o Centro de Saúde Figueira da Foz/Buarcos e
as respectivas extensões? Veja aqui as perguntas ao Governo.
Em sessões públicas pelo país, o Bloco debate as razões do fracasso de
Copenhaga e os caminhos do activismo que marcou a cimeira do lado de
fora. Em Coimbra, terá lugar no próximo dia 12 de Março, 6º feira, pelas 21:30, na Galeria de Santa Clara. Contará com a presença de Ricardo Coelho, activista participante na Cimeira, e de Marisa Matias, Eurodeputada do BE.
Hoje é evidente que a Cimeira de Copenhaga falhou no seu objectivo de
conseguir um acordo entre os países industrializados para combater as
alterações climáticas. Da cimeira apenas saiu um acordo que não impôs
qualquer medida vinculativa, apresentado pelos EUA e apoiado por outros
25 países. Passados 17 anos do início das negociações climáticas, o
ambiente é de regresso estaca zero.
Em Copenhaga o movimento global pela justiça climática ganhou força,
criou raízes, consolidou-se e apresentou alternativas reais às
políticas ineficazes defendidas pelos países ricos: abandono do uso de
combustíveis fósseis, reconhecimento e pagamento da dívida ecológica,
promoção da participação das comunidades afectadas e rejeição da
criação de novos mercados especulativos.
No Fórum pelo Clima juntaram-se milhares de activistas e cerca de 400
movimentos de todo o mundo, que subscreveram a declaração “Mudemos o
sistema, não o clima”. Várias manifestações encheram as ruas. O
alterglobalismo nascido em Seattle atingiu, dez anos depois, a sua
maturidade.
As perspectivas do movimento concentram-se agora em Abril, quando se
realiza uma contra-cimeira na Bolívia para demonstrar a força e as
alternativas da resistência popular às soluções das potências
industrializadas para as alterações climáticas a apresentar na cimeira
de Dezembro no México.
Após mais
de dez anos de uma política europeia assente na não autorização do cultivo de
transgénicos, com excepção de um tipo específico de milho, a Comissão Europeia
autorizou esta semana o cultivo de uma batata geneticamente modificada, de seu
nome Amflora. A propriedade desta é da empresa BASF. A justificação para esta
medida foi a de que esta batata apenas seria utilizada para efeitos industriais
e de alimentação de animais.